Linfadenectomia pélvica ou retroperitoneal robótica

A linfadenectomia pélvica pode ser necessária no momento da prostatectomia radical, cistectomia radical ou ressecção de tumor do ureter. O procedimento pode ser feito com segurança por meio da técnica robótica como habitualmente é realizado juntamente com tratamento do câncer de próstata, bexiga e ureter.

O câncer de testículo pode ter metástase para os linfonodos na região retroperitoneal. Nesse caso, geralmente realiza-se primeiro o tratamento com quimioterapia. Se os linfonodos não regrediram adequadamente após a quimioterapia, faz-se necessária a retirada cirúrgica dos linfonodos. Quando não há lesão muito grande, a cirurgia robótica tem se mostrado segura para realizar a retirada desses linfonodos. Mas quando a lesão é muito volumosa, ou envolve vasos de grande calibre, como a aorta e a veia cava inferior, a cirurgia convencional é a mais segura. O objetivo do tratamento é oferecer um tratamento completo da forma mais segura possível para o paciente. Por isso, tumor volumoso e com alto risco de sangramento deve ser tratado com a técnica de linfadenectomia convencional.

Na linfadenectomia retroperitoneal, os tecidos contendo linfonodos são retirados próximos dos grandes vasos no retroperitônio (aorta e veia cava inferior). Os limites para a retirada são: vasos renais superiormente (artéria e veia renal), ureter lateralmente e o cruzamento com os vasos ilíacos comuns inferiormente. Deve-se tomar um cuidado especial na dissecção dos linfonodos atrás da veia cava inferior e no espaço interaortocaval (entre a aorta e veia cava inferior) pelo alto risco de sangramento.

Urologista em São Paulo

O Dr. Eder Nisi Ilario atua como urologista, uro-oncologista e cirurgião